Indignação na França com lei que permite o uso de pesticidas prejudiciais às abelhas
Grupos ambientalistas na França expressaram indignação, nesta terça-feira (21), enquanto o Parlamento se preparava para autorizar alguns agricultores a usar dois pesticidas prejudiciais às abelhas, proibidos na França, mas permitidos na União Europeia.
A ministra da Transição Ecológica, Monique Barbut, pode renunciar ao cargo se o Senado aprovar a reintrodução da acetamiprida e da flupiradifurona ainda hoje, informou sua equipe.
Os defensores da medida argumentam que os produtores franceses de beterraba-sacarina, maçã e avelã precisam desses inseticidas, proibidos na França desde 2018 e 2019, respectivamente, para competir com seus concorrentes europeus.
Os críticos argumentam que essas substâncias são perigosas para as abelhas e para a saúde humana.
A Assembleia Nacional aprovou, na madrugada desta terça-feira, um projeto de lei agrícola que inclui essas medidas, e espera-se que o Senado, de maioria conservadora, o aprove em votação final ainda hoje.
A votação ocorre depois que o Conselho Constitucional, órgão máximo de verificação legislativa do país, anulou no ano passado uma disposição de outro projeto de lei que buscava reintroduzir a acetamiprida, por considerar que representa riscos à saúde humana, após uma petição assinada por mais de dois milhões de pessoas.
"O governo e seus aliados estão atropelando a ciência, a saúde, o meio ambiente e a vontade do povo", denunciou o Greenpeace após a aprovação do projeto de lei agrícola na Assembleia Nacional.
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T.Carrillo--HdM