Montagliani pretende permanecer na Concacaf e abre caminho para reeleição de Infantino
Victor Montagliani pretende continuar à frente da Concacaf em vez de entrar na disputa pela presidência da Fifa, apesar de ser considerado a maior ameaça potencial à reeleição de Gianni Infantino, informaram vários veículos de imprensa nesta quinta-feira (8).
O empresário canadense teria comunicado à equipe da Concacaf que pretende buscar a reeleição para um quarto mandato na confederação que representa o futebol da América do Norte, América Central e Caribe.
Caso se confirme, Montagliani ficaria praticamente descartado como possível desafiante de Infantino.
O ítalo-suíço atravessa o período mais turbulento de sua presidência na Fifa devido à indignação gerada por seu plano, agora abandonado, de criar uma subsidiária comercial para gerir os principais eventos de futebol, incluindo a Copa do Mundo.
A próxima eleição da Fifa está prevista para março, e a votação para a presidência da Concacaf está programada para o início do próximo ano.
Um porta-voz da Concacaf contactado pela AFP não confirmou de imediato as informações divulgadas pelo The Guardian, pela BBC e pela ESPN, que citavam fontes anônimas.
Montagliani, atual vice-presidente da Fifa, foi considerado por muito tempo um aliado de Infantino, mas já havia demonstrado divergências em relação ao presidente da Fifa antes de se distanciar do recente projeto de investimento privado.
O canadense preside a Concacaf desde 2016, e sua ascensão trouxe a estabilidade de que a confederação precisava após seus dois antecessores imediatos terem sido envolvidos em um escândalo de corrupção da Fifa.
Desde que a última polêmica na Fifa eclodiu após o anúncio da Copa do Mundo na América do Norte, Infantino perdeu o apoio de diversos países-membros, assim como da Concacaf, da Uefa (Europa) e da Confederação Asiática de Futebol.
A própria Uefa anunciou que está preparando medidas legais devido ao plano frustrado.
Apesar das críticas, Infantino buscará um quarto mandato à frente da entidade máxima do futebol, conforme confirmado pela própria Fifa no mês passado.
A Confederação Africana e a Conmebol (América do Sul) permanecem leais a Infantino, juntamente com algumas nações asiáticas, entre elas a Arábia Saudita — sede da Copa do Mundo de 2034 — e o Catar, sede do Mundial de 2022.
Z.Quintana--HdM