Explosões em quartel militar deixam 2 mortos e 81 feridos na Bolívia
Quatorze militares estavam desaparecidos neste sábado (5) após duas explosões em uma instalação militar na Bolívia, que deixaram 2 mortos e 81 feridos na véspera, informou um comandante.
As explosões ocorreram em um complexo onde era armazenado material pirotécnico, na cidade de Viacha, a 30 km de La Paz. As causas são investigadas.
Bombeiros removiam neste sábado os escombros do prédio militar, em meio a uma coluna de fumaça preta. As ondas de choque atingiram dezenas de casas nos arredores, quebrando vidros, arrancando telhados, espalhando pedras e derrubando árvores.
"Quatorze militares que estavam no setor afetado pelas duas explosões registradas no centro militar de Viacha não foram localizados até o momento", informou o coronel Antonio Amaru, comandante do Regimento Bolívar, onde ocorreram as explosões.
Um sargento e 13 jovens que cumpriam um ano de serviço militar obrigatório estão entre os desaparecidos. "As operações de busca, resgate e remoção de escombros continuam na área afetada", acrescentou Amaru.
- Choro dos familiares -
Um primeiro balanço apontava 7 desaparecidos, além de 2 mortos e 81 feridos. As duas vítimas eram jovens que cumpriam o serviço militar obrigatório, segundo o Ministério da Defesa.
Familiares, alguns deles de origem aimará, perguntavam chorando aos soldados que protegiam o local se havia notícias dos desaparecidos. Outros tentaram entrar à força, mas foram contidos.
Irineo Mamani, 65 anos, tentava descobrir se o filho está entre os desaparecidos. "Só queremos que nos digam se tal soldado está aqui, nada mais."
A Procuradoria informou que abriu uma investigação por "homicídio culposo" e outros crimes.
- Explosões -
Segundo um primeiro relatório do Ministério da Defesa, houve duas explosões na sexta-feira. A primeira teria envolvido "pólvora negra de material pirotécnico armazenado no local". A causa da segunda, "de magnitude muito maior", é investigada.
A segunda explosão "me lançou cinco metros para trás", contou ao jornal El Deber um morador, que ficou ferido no rosto e afirmou ter perdido a consciência.
O prefeito de Viacha, Jenrry Patzi, lamentou que o município "não tenha sequer um hospital de segundo nível" para atender os feridos, que precisaram ser levados para unidades de saúde nas cidades vizinhas de El Alto e La Paz.
A polícia militar montou um cordão de segurança para impedir que as pessoas entrassem na área atingida.
Famílias que tiveram suas casas afetadas pelas explosões foram levadas ontem para um abrigo temporário, onde passaram a noite.
Após as explosões, o presidente Rodrigo Paz informou na rede social X que determinou a verificação do "cumprimento dos protocolos de segurança" e a determinação "das responsabilidades correspondentes".
H.Roldan--HdM